Nove em cada dez casos de câncer de pulmão têm relação com tabagismo

Médico alerta para riscos do hábito à saúde

O câncer de pulmão tem relação direta com o consumo de derivados de tabaco em 90% dos diagnósticos da doença. Disponíveis no site do Instituto Nacional do Câncer (Inca), esses dados são um alerta aos riscos do hábito de fumar e reforçam a importância do Dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado nesta terça-feira, 29 de agosto. Especialistas asseguram que grande parte da população tem ciência de que o fumo é o grande inimigo da saúde do pulmão. No entanto, muitos permanecem reféns desse hábito por diversos motivos. Números do Inca revelam ainda que o câncer de pulmão é o mais comum de todos os tumores malignos, tendo estimativa de 28.220 novos casos até o fim de 2016, além de apresentar aumento de 2% por ano na sua incidência mundial.  

"Os fumantes têm cerca de 20 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão. Por isso, eliminar esse hábito ajudará a mudar e salvar vidas, principalmente ao conscientizar as pessoas em relação aos benefícios imediatos e em longo prazo do abandono do cigarro. Poucos têm conhecimento, por exemplo, de que pressão arterial, frequência do pulso e temperatura de mãos e pés ficam normalizadas em apenas 20 minutos depois de parar de fumar", adverte o oncologista e diretor da Oncoclínica RJ www.oncoclinica.com.br , Dr. Carlos Augusto Vasconcelos de Andrade. 

Relação com doenças silenciosas e irreversíveis 

Para o médico, é imprescindível que o fumante esteja ciente de que o tabagismo, além da redução do orçamento, está associado a outras doenças silenciosas e incuráveis: "Além de prejudicar o bolso, o hábito de fumar afeta o bom funcionamento de todo o organismo, uma vez que está relacionado a doenças crônicas não transmissíveis, como enfisema pulmonar, sendo, ainda, uma importante condição de risco para o desenvolvimento de outras enfermidades, tais como - infecções respiratórias, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral", orienta o diretor da Oncoclínica.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. Dessas, o tabagismo é responsável por 85% das mortes por doença pulmonar crônica (bronquite e enfisema), 30% por diversos tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, estômago e fígado), 25% por doença coronariana (angina e infarto) e 25% por doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral).

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